Você ainda vai ouvir bastante sobre Experiência do Usuário ou UX design. Uma forte tendência para 2017, o UX design, que antes era apenas uma parte do processo de concepção de um produto ou serviço, hoje inicia antes mesmo da concepção.

Aprender UX já não se restringe somente à designers ou profissionais criativos. Já é comum ver líderes e empreendedores utilizando do pensamento UX para se aproximar mais do seu público buscando entender a forma com que eles se relacionam com sua marca, produto ou serviço.

O conceito de UX em design, desenvolvimento, marketing (ou qualquer outro campo criativo) se apresenta de forma um pouco misteriosa e inexplicável, alcançando vários conceitos e algumas formas de aplicá-lo. Mas em suma, a maioria de nós temos a capacidade de pensar e fazer as perguntas certas para construir uma mentalidade UX.

Tornar-se um incrível UX designer exige tempo, dedicação e trabalho duro. Mas na realidade, a fase inicial em UX é simplesmente pensar e fazer as perguntas certas – algo que a maioria de nós é capaz de fazer.

Criar experiências de qualidade envolve fazer boas perguntas, testá-las e analisar os resultados. Quando se tem um questionamento certo, já é o primeiro passo para criar uma experiência incrível.

Centrado no Humano

Todos os projetos em UX são baseados nas pessoas que irão interagir com o produto e as pessoas por trás da interação. UX não é feito de forma isolada, faz parte de todo o processo, antes, durante e depois. Esta abordagem foca no comportamento do usuário usando contextos reais, baseada em experiências reais.

Qualquer interação entre uma pessoa e um objeto é considerada UX.

Quando uma pessoa decide interagir com o objeto em questão, isso lhe custará algo, seja energia, tempo, dinheiro ou algo mais, sempre que elas decidem parar o que estão fazendo para interagir com o objeto, elas esperam, em troca, algum retorno da interação.

Minimizando esse custo e aumentando o retorno, é aí que se começa a desenhar experiências incríveis. E para entender o que precisa ser otimizado na interação entre pessoa e objeto, você precisa saber mais sobre quem, o quê, onde e porque das pessoas que interagem. Algumas perguntas chaves para desenhar uma experiências incríveis são:

Quem está envolvido nessa interação?

É necessário ir mais afundo para conhecer as pessoas que estão envolvidas com a interação. Dados demográfico e psicográficos são dados que necessitam de estudo mais profundo. Se você começa a entender quem são essas pessoas, como elas pensam e de onde elas vem, você começará a empatizar com suas reais necessidades.

Qual é o objeto que eles estão usando?

Nessa questão é necessário entender com que objeto a pessoa está interagindo. Seja um smartphone, cadeira, porta, site de compras, se uma pessoa pode interagir com ele, é um objeto.

Que ferramentas estão usando nessa interação?

As ferramentas são os meios que permitem a interação com um objeto. Usando o seu smartphone por exemplo. Você (a pessoa) está usando seu smartphone (o objeto) e está interagindo com ele usando suas mãos, olhos e ouvidos (as ferramentas).

Onde essa interação está acontecendo?

Em casa? Na rua? No onibus? Na academia? É um local seguro? É um local movimentado ou é tranquilo?

O que motiva essas pessoas?

Quais são as motivações que levam essa pessoa a participar dessa interação? Quais são seus objetivos finais? O que ela espera que essa interação lhe entregue?

Como essa interação os beneficia?

O que faria essas pessoas voltarem a interagir com o objeto novamente? Qual a recompensa? O que eles vão ganhar nessa interação? O que faria com que eles contassem para outras pessoas sobre essa interação?

As pessoas interagem com objetos que lhe der um bom retorno e que tenha valor. Usando as perguntas certas e a empatia, você poderá chegar a suposições melhores sobre quem são as pessoas para que você está criando ou oferecendo seu produto ou serviço.

Pensando na execução da ideia

Já que agora você já deve ter em mente que são essas pessoas, uma vez que você começou a fazer as perguntas certas e juntar respostas, é hora de usar o lado de desenvolvimento em UX.

Desenvolvimento em UX Design envolve a compreensão da prática da interação e como isso impacta na experiência. Nesse ponto precisamos ter a compreensão dos pontos fortes, fracos e restrições das ferramentas que estão disponíveis (mãos, olhos, boca – como vimos nas perguntas acima).

Com uma idéia da capacidade das ferramentas em uso, você pode começar a fazer perguntas mais profundas e mais interessantes.

Entender as ferramentas em uma interação é uma parte chave das experiências na parte do desenvolvimento do produto. A partir dessa fase você começa a descobrir o que é e o que não é possível, quais são as limitações de recursos e qual o tempo de uso.

Sinta como um UX

Todo trabalho criativo envolve traços de quem está criando. Sempre que você cria alguma coisa, nessa coisa irá conter uma pequena parte de você, seu conhecimento e suas experiências passadas.

Como você pensa e como você sente no universo UX é um fator bastante importante. É necessário saber separar o seus os seus sentimentos na hora da criação. Mas isso não significa que você deve ignorar totalmente a sua identidade no projeto.

Quando você esquece para quem você está criando e impõe os seus desejos, você cai no ciclo auto-referencial e algo que era para beneficiar e resolver problemas das outras pessoas acaba falhando e não resolvendo essas necessidades.

Aplique UX em seu negócio

Começar a pensar como um designer de experiência é simples. Sempre permaneça aberto ao aprendizado sobre o mundo ao seu redor, pratique mais a empatia e se mantenha curioso sobre as necessidades das pessoas.

UX design está nos mínimos detalhes e é um grande diferencial para qualquer negócio. Entender o processo de UX permitirá que você comece a pensar na experiência do seu produto ou serviço e torná-lo cada vez mais memorável e incrível.

Se precisar de ajuda para melhorar a experiências das pessoas diante da sua marca, conte com a Oitopontos! 😉

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